Faixas que merecem destaque: “Anti-Orgasm”, “Thunderclap for Bobby Pyn”, “Massage The History”, “Poison Arrow”, “Sacred Trickster”, “Malibu Gas Station”.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Sonic Youth - The Eternal
Sonic Youth. Essas duas palavras sozinhas já deviam dizer tudo. Entretanto, The Eternal, seu mais novo lançamento (2009), merece algumas palavras a mais. Provavelmente o que torna Sonic Youth especial hoje em dia é o fato de que mesmo depois de quase trinta anos de carreira eles continuam fazendo álbuns que ainda soam como algo ‘novo’ e fresco. Em The Eternal, mais especificamente, a palavra ‘Youth’ em seu nome nunca esteve tão apropriada. Em alguns anos, The Eternal será considerado tão clássico quanto Daydream Nation (1988) é hoje.
The Eternal é, de uma certa forma, bastante diferente do último lançamento deles no sentido que é um álbum muito mais ‘rock'n'roll’ enquanto Rather Ripped (2006) é, em sua maioria, um pouco mais calmo. Há elementos em Eternal que nos remetem às várias ‘fases’ que o Sonic Youth já teve durante todos os anos, e é a primeira vez que eles juntaram tudo dessa forma. “Anti-Orgasm” é um dos melhores ‘duetos’ entre Kim Gordon e Thurston Moore da carreira da banda. Outro ponto positivo é que eles ‘não perderam’ seu dom de fazer músicas com perto de dez ou mais minutos que são tão boas desde o começo até o final, sem ficarem cansativas ou cheias de coisas desnecessárias.
Todas as mudanças que seu som sofreu na passagem de Rather Ripped para The Eternal apenas ilustram o quanto Sonic Youth sempre foi incrível. Com The Eternal, eles afirmam mais do que qualquer outra coisa que não pretendem parar tão cedo. E quem ganha com isso somos nós.
Faixas que merecem destaque: “Anti-Orgasm”, “Thunderclap for Bobby Pyn”, “Massage The History”, “Poison Arrow”, “Sacred Trickster”, “Malibu Gas Station”.
Faixas que merecem destaque: “Anti-Orgasm”, “Thunderclap for Bobby Pyn”, “Massage The History”, “Poison Arrow”, “Sacred Trickster”, “Malibu Gas Station”.
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Sonic Youth
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
The Joy Formidable - First You Have To Get Mad
The Joy Formidable, banda formada em Wales em 2006 como Sidecar Kisses, e passou por várias mudanças no nome e formação até acabarem com os três membros atuais e o nome The Joy Formidable em 2007. No comecinho de 2009, em Fevereiro, lançaram seu primeiro álbum de estúdio chamado A Balloon Called Moaning e foi, com certeza, um dos melhores debuts dos últimos tempos (assim como o do Pains of Being Pure at Heart). Em A Balloon Called Moaning eles misturam toda a ‘força’ e barulho do shoegaze com a delicadeza do dream pop à la Cranberries. Definitivamente, a pior coisa sobre A Balloon Called Moaning é o fato de que ele é um álbum muito curto - apenas oito faixas e um pouco menos de meia hora.
Alguns meses depois, em Novembro, lançaram seu primeiro álbum ao vivo chamado First You Have To Get Mad (provavelmente uma referência ao filme Rede de Intrigas, de 1976). First You Have To Get Mad, com dez faixas, nos apresenta também a três músicas novas: “Anemone”, “A Heavy Abacus” e “The Magnifying Glass”. A única música do A Balloon Called Moaning que não está presente é “9669”. E ao vivo, suas músicas ganham uma profundidade completamente nova e a influência de bandas como My Bloody Valentine e Sonic Youth é ainda mais nítida. Várias músicas são ‘alongadas’ nesse álbum e mais notávelmente “Whirring” e “While The Flies”, que acabam aqui com o dobro de seu tempo original. Os minutos extras são recheados de barulho e caos em seu melhor, de forma que poderiam deixar Kevin Shields orgulhoso.
Se as músicas novas de First You Have To Get Mad são alguma indicação de como seu segundo álbum será, com certeza vai ser ainda melhor que o primeiro. Mal posso esperar para ouvir uma versão em estúdio de “A Heavey Abacus”.
Faixas que merecem destaque: “A Heavy Abacus”, “The Magnifying Glass”, “Whirring”, “Austere”, “While The Flies”.
Faixas que merecem destaque: “A Heavy Abacus”, “The Magnifying Glass”, “Whirring”, “Austere”, “While The Flies”.
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The Joy Formidable
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Biffy Clyro - Only Revolutions
Como disse no post sobre o Marmaduke Duke, Biffly Clyro é uma banda da Escócia. Kilmarnock, pra ser mais específico. Only Revolutions, de 2009, é o quinto álbum da carreira do trio e o primeiro lançado desde seu ‘breakthrough’, Puzzle, de 2007. É fácil entender por que Puzzle foi o álbum que lançou o Biffy, as músicas dele são um rock alternativo bem mais ‘acessível’ e as melodias são mais simples - foi um álbum ótimo, dava até pra compará-los com Foo Fighters. Naturalmente, depois de um álbum desses as expectativas para o próximo lançamento aumentam. E, infelizmente, Only Revolutions não as atingiu.
Apesar da capa magnífica, Only Revolutions tem um som muito mais ‘frio’ e distante do que qualquer outra coisa que eles lançaram antes. Claro que há exceções e músicas que são muito boas, como a incrível “Mountains” que já tinha sido lançada como single em 2008 - o que, provavelmente, contribuiu ainda mais para as expectativas de que o próximo lançamento fosse também incrível. O produtor do álbum é o mesmo que fez o Puzzle, Garth Richardson - que também já trabalhou com bandas como L7, Red Hot Chili Peppers, Kittie e Rage Against The Machine. Até Josh Homme, do Queens of the Stone Age, tem uma participação tocando guitarra na faixa “Bubbles”. Only Revolutions tinha tudo pra ser um álbum ótimo, mas na maioria das faixas há a sensação de que tem algo faltando.
O Biffy Clyro já tinha abandonado seu som quase-pesado-quase-experimental dos três primeiros álbuns no Puzzle, então não dá pra dizer que é isso que está faltando aqui.
Only Revolutions está longe de ser um álbum ruim. É simplesmente um álbum que atinge seu melhor na segunda música e desde então não te surpreende mais. E um disco com doze faixas, ou seja, é bastante tempo para ficar ‘indiferente’.
Faixas que merecem destaque: “The Captain”, “That Golden Rule”, “Mountains”.
O Biffy Clyro já tinha abandonado seu som quase-pesado-quase-experimental dos três primeiros álbuns no Puzzle, então não dá pra dizer que é isso que está faltando aqui.
Faixas que merecem destaque: “The Captain”, “That Golden Rule”, “Mountains”.
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Biffy Clyro
domingo, 7 de fevereiro de 2010
St. Vincent - Actor
St. Vincent é o nome artístico da multi-instrumentista Annie Clark - que já foi membro do The Polyphonic Spree e da banda do Sufjan Stevens. Além disso, Annie também fez uma participação na música “What's the Use of Wond'rin'?”, no álbum Who Killed Amanda Palmer, debut solo da Amanda Palmer do Dresden Dolls.
Ela lançou seu próprio debut solo (com o nome ‘St. Vincent’) em 2007, o ‘bom’ Marry Me - e, em 2009, lançou sua obra prima: Actor.
Actor é superior ao debut porque reune em todas as onze faixas os ‘melhores momentos’ do Marry Me, sendo, assim, um álbum com orquestrações delicadas e guitarras com distorções sujas, várias vezes ao mesmo tempo, sem que nenhum dos extremos pareça ‘errado’ ou fora do lugar. E ainda sobra espaço para uns riffs incríveis feitos no violão e algumas baterias com uma pegada de punk.
Com Actor, Annie Clark prova que é uma musicista completa. O álbum foi todo escrito por ela mesma, música e letras, com uma maestria e precisão que não são fáceis de encontrar. E principalmente quando há tanta mistura de gêneros e influências como aqui, dar um passo errado é bastante fácil. Mas, para nossa sorte, Annie não dá esse passo e Actor é extremamente agradável de se ouvir do começo ao fim.
Curiosidades (inúteis): Annie escreveu o álbum todo usando o aplicativo GarageBand, da Apple, e disse também que a inspiração para as músicas veio de seus filmes favoritos, como os do Woody Allen e as animações da Disney.
Faixas que merecem destaque: “Actor Out of Work”, “The Strangers”, “Marrow”, “Laughing With a Mouth of Blood”, “The Neighbors”, “Black Rainbow”.
Ela lançou seu próprio debut solo (com o nome ‘St. Vincent’) em 2007, o ‘bom’ Marry Me - e, em 2009, lançou sua obra prima: Actor.
Actor é superior ao debut porque reune em todas as onze faixas os ‘melhores momentos’ do Marry Me, sendo, assim, um álbum com orquestrações delicadas e guitarras com distorções sujas, várias vezes ao mesmo tempo, sem que nenhum dos extremos pareça ‘errado’ ou fora do lugar. E ainda sobra espaço para uns riffs incríveis feitos no violão e algumas baterias com uma pegada de punk.Com Actor, Annie Clark prova que é uma musicista completa. O álbum foi todo escrito por ela mesma, música e letras, com uma maestria e precisão que não são fáceis de encontrar. E principalmente quando há tanta mistura de gêneros e influências como aqui, dar um passo errado é bastante fácil. Mas, para nossa sorte, Annie não dá esse passo e Actor é extremamente agradável de se ouvir do começo ao fim.
Faixas que merecem destaque: “Actor Out of Work”, “The Strangers”, “Marrow”, “Laughing With a Mouth of Blood”, “The Neighbors”, “Black Rainbow”.
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St. Vincent
sábado, 6 de fevereiro de 2010
The Pains of Being Pure at Heart - The Pains of Being Pure at Heart
Mais uma pérola vinda do Brooklyn, NYC, The Pains of Being Pure at Heart lançou, em 2007, um EP com seis faixas chamado simplesmente The Pains of Being Pure at Heart, mas ninguém (e eu me incluo nisso) parecia ter ouvido falar neles antes de Fevereiro de 2009, mês em que lançaram seu primeiro álbum completo, The Pains of Being Pure at Heart (sim, o mesmo nome) - álbum que é, sem dúvida alguma, um dos melhores lançamentos dos últimos tempos.
Normalmente encontra-se a tag ‘shoegaze’ perto deles, mas eu acho que é um pouco exagero. Há, sim, influências claras, como My Bloody Valentine e Ride, e há também um certo grau do ‘barulho’ característico em seu som - mas no geral o Pains faz algo que é muito mais inclinado para o ‘indie pop’ do que para o shoegaze. ‘Twee noise’ talvez fosse uma definição mais apropriada.
Ao longo das (curtas) dez faixas, é possível encontrar, além de MBV e Ride, influências de Joy Division, The Smiths, The Cure e The Jesus and Mary Chain. The Pains of Being Pure at Heart é um álbum que não cansa - a cada vez que se ouve, as faixas estão diferentes. Eles fazem escrever músicas boas parecer incrívelmente fácil. É um ‘modern-day classic’.
E, para completar, em Setembro de 2009 lançaram um novo EP, chamado Higher Than the Stars, com quatro músicas tão incríveis quanto às do álbum e um (completamente dispensável) remix da faixa título.
Faixas que merecem destaque: “Young Adult Friction”, “A Teenager in Love”, “Hey Paul”, “Come Saturday”, “This Love Is Fucking Right!”, “Gentle Sons”, “Everything With You”, “Stay Alive”, “The Tenure Itch”, “Contender”.
(Sim, todas as dez. E “Ramona”, b-side do single Young Adult Friction, também é uma que vale a pena procurar.)
Ao longo das (curtas) dez faixas, é possível encontrar, além de MBV e Ride, influências de Joy Division, The Smiths, The Cure e The Jesus and Mary Chain. The Pains of Being Pure at Heart é um álbum que não cansa - a cada vez que se ouve, as faixas estão diferentes. Eles fazem escrever músicas boas parecer incrívelmente fácil. É um ‘modern-day classic’.
Faixas que merecem destaque: “Young Adult Friction”, “A Teenager in Love”, “Hey Paul”, “Come Saturday”, “This Love Is Fucking Right!”, “Gentle Sons”, “Everything With You”, “Stay Alive”, “The Tenure Itch”, “Contender”.
(Sim, todas as dez. E “Ramona”, b-side do single Young Adult Friction, também é uma que vale a pena procurar.)
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The Pains of Being Pure at Heart
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Marmaduke Duke - Duke Pandemonium
O Marmaduke Duke é uma dupla formada em Ayrshire, Escócia, por Simon Neil e JP Reid (membros das também esocesas bandas Biffy Clyro e Sucioperro respectivamente). Em 2005 eles lançaram o primeiro álbum, chamado The Magnificent Duke, composto por 18 faixas que se alternam igualmente entre uma seção ‘pesada’, uma acústica e outra instrumental. Mas em 2009, com seu segundo álbum entitulado Duke Pandemonium, o Marmaduke Duke abandonou essas ‘seções’ e nos presenteou com um disco com singelas 10 faixas extremamente bem executadas.
Duke Pandemonium é um álbum lindo, que mistura rock alternativo com synthpop ‘anos 80’, funk e experimentações sem exageros de uma forma notável. Da menos-de-2-minutos/curta-demais “Rubber Lover” (facilmente uma das melhores músicas do ano passado) até a quase-épica-com-8-minutos “Demon”, é difícil encontrar algo realmente ruim pra se dizer desse álbum. Os dois dividem os vocais, e os leves-mas-presentes sotaques escoceses contribuem para dar um certo ‘humor’ a mais em várias das músicas. Se for pra compará-los com outras bandas, os nomes Pulp, Gorillaz e Modest Mouse poderiam ser ditos em momentos diferentes do disco.
Também é interessante dizer que desde 2003, quando o Marmaduke Duke começou, sempre foi um projeto com ‘data pra acabar’. De acordo com Simon Neil, a banda e seus álbuns são baseados em uma trilogia de manuscritos não lançados, e eles só escrevem a trilha sonora para essas histórias. Eles já começaram a trabalhar em seu terceiro e último trabalho, que possivelmente, terá o apropriado título The Death of the Duke. Ainda não há nenhuma previsão para lançamento, infelizmente.
Além de tudo isso, a banda também é responsável por covers interessantíssimos de músicas como “Friday I'm in Love” do The Cure e “Single Ladies (Put A Ring On It)”, Beyoncé.
Faixas que merecem destaque: “Rubber Lover”, “Kid Gloves”, “Heartburn”, “Erotic Robotic”, “Skin The Mofo”.
Também é interessante dizer que desde 2003, quando o Marmaduke Duke começou, sempre foi um projeto com ‘data pra acabar’. De acordo com Simon Neil, a banda e seus álbuns são baseados em uma trilogia de manuscritos não lançados, e eles só escrevem a trilha sonora para essas histórias. Eles já começaram a trabalhar em seu terceiro e último trabalho, que possivelmente, terá o apropriado título The Death of the Duke. Ainda não há nenhuma previsão para lançamento, infelizmente.
Faixas que merecem destaque: “Rubber Lover”, “Kid Gloves”, “Heartburn”, “Erotic Robotic”, “Skin The Mofo”.
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Marmaduke Duke
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Knapsack - This Conversation Is Ending Starting Right Now.
Knapsack é uma banda rock alternativo/emo, real emo, como eu já expliquei um um outro post mais antigo (Sunny Day Real Estate, para ser mais exato). Formada em 1993, os caras fazem um som cativante, boas guitarras cortantes, um vocal meio rasgado como é de lei, bateria impactante e um baixo que coloca tudo em ordem.
This Conversation Is Ending Starting Right Now é o terceiro álbum da banda, e tecnicamente o último, já que foi lançado em 1998 e nada mais após isso. São músicas agressivas, deixam um pouco o contexto apenas emocional dos dois primeiros álbuns e partem para o ataque, avançando sem parar por todas as dez músicas que o compõe. Considero um belo modo de terminar o trabalho começado cinco anos antes.
This Conversation Is Ending Starting Right Now é o terceiro álbum da banda, e tecnicamente o último, já que foi lançado em 1998 e nada mais após isso. São músicas agressivas, deixam um pouco o contexto apenas emocional dos dois primeiros álbuns e partem para o ataque, avançando sem parar por todas as dez músicas que o compõe. Considero um belo modo de terminar o trabalho começado cinco anos antes.
Destaco as três primeiras músicas: 'Katherine The Grateful', 'Change Is All The Rage' e 'Shape Of The Fear'. Elas se encaixam e abrem o álbum como nenhuma outra poderia fazer, são agressivas, quando menos esperar elas estarão em cima de você, e estarão nervosas. 'Arrows To The Action' já começa com um instrumental lindo e continua assim até o fim, onde você com sorte se encontrará como a tal flecha. O vocal arrastado de 'Balancing Act' dizendo que há beleza nessa tensão mantém a banda na corda após uma desacelerada, se encaixa perfeitamente precedendo a última música. 'Please Shut Off The Lights' é a décima e última música do álbum, o nome já é propício para seu lugar e ocasião, a guitarra começa e continua diretamente até o fim, a bateria também com um ritmo constante e o baixo contrastando tudo, além da letra, a colocam como a música ideal não só para finalizar essa sequencia de dez, mas sim um bom fim em 'tudo', apesar de também deixar o ouvinte esperando por mais.
Knapsack é uma banda que caminha na mesma estrada de Sunny Day Real Estate, então caso você tenha tentado e gostado, faça o mesmo com esses rapazes. Caso tenha ocorrido o contrario ou tenha ocorrido apenas um nada, aí está mais uma chance para tanto.
Agora tenho que voltar para a cama que ainda estou de recuperação e com pontos na barriga. Um abraço e até a próxima.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Everybody Was in the French Resistance...Now! - Fixin' the Charts, Volume 1
Everybody Was in the French Resistance...Now! (sim, esse é o nome da banda) é um projeto do Eddie Argos, vocalista do Art Brut, com a multi-instrumentista Dylan Valdés do The Blood Arm. O único elemento comum entre Everybody... e a banda principal de Eddie (além do próprio Eddie) é que as letras são tão cômicas quanto as do Art Brut. O som do Everybody..., em oposição ao punk do Art Brut, é um ‘indie pop’ bem leve que tem piano como base na maioria das músicas. Obviamente, esse som não combina com a voz irônica-e-com-sotaque-britânico-extremamente-carregado do Eddie. E, naturalmente, isso coloca o humor sarcástico de Argos em um nível completamente novo.
Fixin' the Charts, Volume 1 é composto por doze músicas e todas são ‘reações’ a músicas de outros artistas. Exemplo, “G.I.R.L.F.R.E.N (You Know I've Got A)” é uma resposta para “Girlfriend” da Avril Lavigne, e “He's a "Rebel"” é, provavelmente, resposta pra “He's a Rebel”, hit do girl group The Crystals nos anos 60 - vou deixar vocês descobrirem sozinhos qual música inspirou “Billy's Genes”. Entre os artistas cujas músicas serviram de ‘inspiração’ para o Everybody... também estão Bob Dylan e Kanye West.
Acho bom deixar bem claro que as músicas são ‘respostas’ para (ou foram inspiradas por) outras músicas, não são de forma alguma paródias nem nada do tipo, absolutamente não.
Colocar ‘Volume 1’ na frente do nome do seu álbum é algo bastante ambicioso - é presumir que haverão outros. E no caso de Everybody Was in the French Resistance...Now!, eu realmente espero que sejam feitos outros álbuns. Fixin' the Charts, Volume 1 mal foi lançado e eu mal posso esperar por um Fixin' the Charts, Volume 2 ou qualquer coisa do tipo. Diversão garantida.
Faixas que merecem destaque: “Creeque Allies”, “Superglue”, “G.I.R.L.F.R.E.N (You Know I've Got A)”, “(I'm So) Waldo P. Emerson Jones”, “Coal Digger”, “He's a "Rebel"”.
Acho bom deixar bem claro que as músicas são ‘respostas’ para (ou foram inspiradas por) outras músicas, não são de forma alguma paródias nem nada do tipo, absolutamente não.
Faixas que merecem destaque: “Creeque Allies”, “Superglue”, “G.I.R.L.F.R.E.N (You Know I've Got A)”, “(I'm So) Waldo P. Emerson Jones”, “Coal Digger”, “He's a "Rebel"”.
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Everybody Was in the French Resistance...Now
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A Place to Bury Strangers - Exploding Head
A Place to Bury Strangers veio do Brooklyn, NYC, e faz bastante barulho. ‘Shoegaze experimental’ é talvez a melhor forma de descrever seu primeiro álbum, A Place to Bury Strangers, de 2007. Entretanto, em seu segundo disco, Exploding Head (2009), eles deixaram a parte experimental um pouco mais de lado e focaram-se mais em seu lado realmente barulhento. E fizeram um álbum que é superior ao excelente debut de 2007.
Quarenta e três minutos de barulho, com guitarras agressivas e uma wall of sound extremamente bem feita. Há em Exploding Head um poder que não está presente na maioria das bandas do chamado ‘Newgaze’ (bandas atuais que ‘resgataram’ o shoegaze). Músicas com uma atmosfera pesada e etérea, com bastante distorção e guitarras que competem com a bateria por sua atenção na maior parte do tempo. Em contraste com os instrumentos, os vocais de Oliver Ackermann são, em sua maioria, calmos - e sua voz está mais parecida com a do Jim Reid do que nunca. ‘Épico’ é uma palavra que vem à mente. Exploding Head é obrigatório a todos que gostam do gênero.
Skywave, a antiga banda do Ackermann, também merece ser ouvida.
Faixas que merecem destaque: “It Is Nothing”, “Keep Slipping Away”, “Ego Death”, “I Lived My Life to Stand in the Shadow of Your Heart”, “Everything Always Goes Wrong”.
Quarenta e três minutos de barulho, com guitarras agressivas e uma wall of sound extremamente bem feita. Há em Exploding Head um poder que não está presente na maioria das bandas do chamado ‘Newgaze’ (bandas atuais que ‘resgataram’ o shoegaze). Músicas com uma atmosfera pesada e etérea, com bastante distorção e guitarras que competem com a bateria por sua atenção na maior parte do tempo. Em contraste com os instrumentos, os vocais de Oliver Ackermann são, em sua maioria, calmos - e sua voz está mais parecida com a do Jim Reid do que nunca. ‘Épico’ é uma palavra que vem à mente. Exploding Head é obrigatório a todos que gostam do gênero.Faixas que merecem destaque: “It Is Nothing”, “Keep Slipping Away”, “Ego Death”, “I Lived My Life to Stand in the Shadow of Your Heart”, “Everything Always Goes Wrong”.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
The Wannadies - Be a Girl
Formado em Skellefteå, Suécia, em 1988, o quinteto The Wannadies, liderdado por Pät Wiksten, lançou seis álbuns durante sua carreira, até acabar em 2009. Be a Girl, de 1994, é talvez o mais notável deles por ter sido o responsável por ‘lançar’ o Wannadies internacionalmente. A música “You and Me Song” foi usada no filme americano Romeu + Julieta (1996) e o Be a Girl saiu no auge do movimento Britpop no Reino Unido, o que com certeza contribuiu pro Wannadies ser ‘percebido’ (apesar de nunca ter atingido os níveis que bandas como Blur e Oasis atingiram).
No geral, o som do Wannadies é parecido com o de bandas como Teenage Fanclub e Weezer (no começo da carreira), e a influência do Pixies também é bastante clara. Com isso dito, não poderia ser diferente: Be a Girl é algo pra ouvir e se esquecer do tempo. As onze faixas/quase quarenta minutos passam muito rápido e assim que a última faixa acaba, você fica querendo que houvessem outras onze.
Depois que anunciaram o fim da banda, em 2009, o vocalista Pät Wiksten disse que começará uma carreira solo. Só nos resta esperar e ver o que vai sair disso.
(Não tem muito a ver com esse álbum, mas:)
Por volta de 2007, o também sueco Säkert! fez um interessantíssimo cover da música “My Home Town”, do primeiro álbum (The Wannadies, 1990), como “Min Hemstad”, cantada na língua sueca. Eles a tocaram ao vivo em vários shows.
Faixas que merecem destaque: “You and Me Song”, “Might Me Stars”, “Love In June”, “New World Record”, “Dying For More”, “Dreamy Wednesdays”.
No geral, o som do Wannadies é parecido com o de bandas como Teenage Fanclub e Weezer (no começo da carreira), e a influência do Pixies também é bastante clara. Com isso dito, não poderia ser diferente: Be a Girl é algo pra ouvir e se esquecer do tempo. As onze faixas/quase quarenta minutos passam muito rápido e assim que a última faixa acaba, você fica querendo que houvessem outras onze.Depois que anunciaram o fim da banda, em 2009, o vocalista Pät Wiksten disse que começará uma carreira solo. Só nos resta esperar e ver o que vai sair disso.
Por volta de 2007, o também sueco Säkert! fez um interessantíssimo cover da música “My Home Town”, do primeiro álbum (The Wannadies, 1990), como “Min Hemstad”, cantada na língua sueca. Eles a tocaram ao vivo em vários shows.
Faixas que merecem destaque: “You and Me Song”, “Might Me Stars”, “Love In June”, “New World Record”, “Dying For More”, “Dreamy Wednesdays”.
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